segunda-feira, 18 de maio de 2015

por entre o silêncio




por entre o silêncio

no rastro do silêncio
brotam as anémonas
de um amor singelo
com púrpuras de gelo

são fragrâncias da Primavera
no beijo eterno das abelhas
perante a beleza
de um florir inocente

ventos de Suão
deslizam por terras
na fertilidade do desejo
que acampa sobre nuvens

as formigas marcham
na intempérie da estação
em busca do futuro
por caminhos perigosos.


pedro valdoy

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