Do Consciente…
Ninguém é de ninguém
no deserto das palavras
no silêncio maldito
de um sofrimento gigante
A solidão palavra cobarde
ronda os bosques dos mártires
trespassa minha alma
no tapete branco
As paixões ténues
enveredaram por caminhos
numa leviandade desconhecida
no passeio da loucura
Tornei-me invisível
nos passos gigantes
rodeado de víboras
rastejantes odientas
A invisibilidade comum
transformou-me indignamente
num ser incorpóreo
na floresta do silêncio…
Pedro Valdoy

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