terça-feira, 19 de maio de 2015

Campos e Campos


Campos e Campos

Por campos celestiais
no infinito da beleza
sentia o odor primaveril
de algo que me confunde

Perdido sem saber porquê
procurava a flor do amor
por terras paradisíacas
no aroma sentimental

As águas de correntes
bruxuleavam na insensatez
de uma pétala indecisa
beijada pelo vento

Meu corpo estremecia
na dúvida da palavra
que esvoaçava em minha mente
cravejada de diamantes

Mas as palavras soltam-se
no poço do amor
na valquíria Wagneriana
no passeio sem fim...

Pedro Valdoy



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