domingo, 17 de maio de 2015

Ecos


Ecos

Os ecos
Soam como campainhas
Através de montanhas
E rasgam o silêncio

Atravessam minha alma
Ensanguentada
Pelo ardor de um amor
Perdido na penumbra

São laivos de esperança
No sentir de neblinas
Cobertas pelo coração
Amargurado e sentido

Os ecos ressoam
E transportam uma amada
Esquecida pelo tempo
Na ausência de uma rosa

São a esperança
De um regresso prematuro
Talvez desejável
Para quem te amou.


Pedro Valdoy

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